Alunos e servidores protestam na Unicamp contra cortes

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Estudantes e servidores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) protestam contra medidas anunciadas pela reitoria para contenção de despesas e que estão em votação no Conselho Universitário (Consu) na manhã desta terça-feira (26). A reunião começou às 10h e a primeira pauta foi a discussão do déficit previsto para 2018, que será de R$ 290 milhões, de acordo com a instituição.

Os alunos e trabalhadores levaram faixas e cartazes para protestar do lado de fora do prédio onde acontece a reunião do Conselho Universitário. O principal motivo das manifestações é a votação do aumento de 100% nos valores das refeições nos restaurantes universitários, de R$ 2 para R$ 4, além do fim da reposição automática dos docentes. As duas propostas foram as que mais geraram revolta do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU).

Outra proposta polêmica que está em votação é a suspensão para concurso de professor livre-docente com garantia de disponibilidade de recursos na instituição. A diretoria informou que, se aprovadas, as medidas devem significar uma economia de R$ 25 milhões em 2018.

Entre os outros itens que estão na pauta da votação do Consu, está a suspensão dos pagamentos aos vencedores do Prêmio Zeferino Vaz, redução linear de 30% em todas as gratificações não incorporadas de docentes e servidores, além da suspensão das gratificações para os cargos de coordenadores de bibliotecas.

Portas fechadas

Durante a primeira parte da votação do Consu, as portas do complexo que reúnem a reitoria e o Conselho Universitário foram fechadas após alunos se posicionarem perto das portas.

A universidade informou que havia risco de ocupação do prédio durante a reunião e que algumas pessoas portavam pedaços de paus, mas os alunos que estavam no lado de fora negaram esta informação. Negaram também que tinham pedaços de paus.

Alunos e professores que estavam dentro do prédio e tentaram sair durante o almoço foram impedidos por cerca de uma hora, já que as portas foram fechadas por dentro.

Depois disso, o reitor Marcelo Knobel pediu a formação de uma comissão de alunos e professores para diálogo com os manifestantes do lado de fora. Nessa hora, funcionários e alunos deixaram o edifício. As discussões foram retomadas no início da tarde e não terminaram até esta publicação.

 O reitor descartou a hipótese de terceirização deste serviço e destacou que a universidade busca economizar R$ 1 milhão por ano a partir da revisão de outros contatos mantidos pela instituição.
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