Controle da aftosa em Rondônia nos orgulha, diz representante do MAPA

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O controle sanitário que Rondônia faz no rebanho bovino é motivo de orgulho,  segundo Guilherme Figueiredo Lopes, diretor de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Ele participou, nesta quarta-feira (27), no Palácio Rio Madeira, em Porto Velho, da reunião do Plano Estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Febre Aftosa.

Figueiredo Lopes elogiou a política desenvolvida no estado para combater febre aftosa, doença que atinge principalmente o rebanho bovino e que causa danos à produtividade.

A forma como Rondônia enfrenta a batalha para manter o rebanho saudável, segundo o representante do Mapa, é exemplar. Ele desejou sucesso às equipe que trabalham diretamente nesta missão e previu que o país estará livre da aftosa até maio de 2018.

O governador de Rondônia em exercício, deputado estadual Maurão de Carvalho, participou da reunião. Ele afirmou que o controle sanitário animal é fundamental para o estado, que tem parte substancial da economia relacionada à agropecuária.

Segundo o governador em exercício, é graças às ações preventivas no campo que a economia de Rondônia segue em crescimento, chegando a atingir até 10% em alguns momentos, enquanto a crise assusta estados historicamente mais fortes. “E isto vem da força do agronegócio”, acentuou.

A experiência de estar à frente do governo do estado por conta das viagens do governador Confúcio Moura e do vice-governador Daniel Pereira, conforme Maurão, é como um curso para administrar estado forte. A avaliação dele é positiva: “são cinco dias, mas ensinam muito.”

Rondônia exportou, de janeiro a agosto deste ano, 84 mil toneladas de carne bovina desossada, congelada e fresca. São 324 milhões de dólares injetados na economia regional.

O estado é o 5º maior exportador de carne do país. Os principais mercados consumidores são Egito, Rússia e Hong Kong.

Carolina Kadamuro, diretora técnica da agencia de Defesa Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron), detalhou a um grupo de produtores e técnicos em saúde animal, que a política de controle sanitário no campo é forte e estável e que tem na iniciativa privada um componente significativo de suporte ao estado.

Filha de produtores rurais, ela mostrou os números que colocam a agropecuária de Rondônia entre as mais fortes do país. “Na região Norte, o estado é 3º maior produtor de arroz, o 2º de milho, o 3º de soja e o líder na carne bovina e leite”, informou.

Carolina mostrou ainda que o rebanho bovino é composto de quase 14 milhões de cabeças, sendo em média 144 por propriedade. Segundo ela, o volume está distribuído entre pequenos produtores. O rebanho é o 6º maior no país e segue em crescimento.

A técnica da Idaron explicou ainda que vem da agropecuária 90% das exportações do estado.

A agência exerce a política de sanidade animal através das 84 unidades espalhadas pelo estado. “Em alguns casos, não há sequer escola, mas já estamos presentes lá, também”, destacou.

“Para levar adiante um projeto como este, a fiscalização avança para áreas que vão além da divisa estadual. Os técnicos já chegaram a atuar numa faixa de 180 quilômetros dentro do território boliviano para levar as boas práticas de saúde animal. A tarefa incluiu até a construção de currais. Mas, ela esclarece, isto mudou: “Agora, nossas frentes chegam a apenas 25 quilômetros”.

A vacinação contra a febre aftosa atinge todas as propriedades rurais e se completa com atuação de barreiras volantes que atingem eventuais produtores que não atenderam ao apelo da agência. O controle leva em conta outras doenças como a raiva.

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